Viagem a Bonito.
Bonito é bonito...
Primeiro dia de viagem.
Saímos de Montenegro dia 04.03.2022 às 6h30 min, rumo a Bonito/MS. Definimos como primeiro trecho, Montenegro - Francisco Beltrão PR. Jalbas Benhur Garcia e Fernando Orth. Motos carregadas, revisadas e tanque cheio. Nossa primeira parada foi no Restaurante do Gringo em Pouso Novo. Tomamos aquele café com pastel. Uma viagem sem "as paradas para chimarrao, café e fotos, " não é viagem. Barriga cheia com um pastel de umas 200 gramas, (somos fitness) e seguimos viagem. A temperatura que estava agradável no início da manhã, subiu rapidamente e o sol castigou forte. Paramos para o almoço, já na fronteira com SC, na cidade de Iraí, às margens do Rio Uruguai. Depois do almoço continuamos andando forte e em poucas horas já estávamos quase no Paraná. Com 3 GPS ligados, quando chegamos no entroncamento com a BR 282. Cada um mandava por uma estrada. Seguimos o Google Maps. Nos ferramos.... kkkk. Nos colocou num atalho de estrada de chão por uns 12 km. Depois que nós e as motos estávamos cobertos de pó, saímos no asfalto. Daí veio uma pancada de chuva de verão que transformou o pó em barro. Chegamos a Francisco Beltrão as 16 horas, sob um sol escaldante. O jeito foi ir direto pro chuveiro e depois pro bar do hotel tomar um cerveja gelada. O pouso foi tranquilo no hotel Imperador, às margens da rodovia.
Quarto dia de viagem.
Segundo dia
Saímos do hotel imperador as 7 h. Rumo a Dourados/MS cujo roteiro apontava como o próximo ponto de pernoite distante cerca de 586 km de Francisco Beltrão. Coincidentemente no dia 04.08.21 sexta feira estávamos no mesmo hotel aqui em Francisco Beltrão, rumo a Manaus. Hoje, 04.03.22 sexta feira estamos na mesma rota para Bonito. Tomamos café às 6h arrumamos as mochilas e partimos. Temperatura amena 18 graus. O amanhecer com a neblina nos vales é algo fantástico. A estrada passa como um filme. Nosso cérebro reconhece as imagens repetidas e arquivadas do ano passado. Até a nossa primeira parada num posto de gasolina estava sendo igual. As 10h, a indispensável parada para o ... Pastel..num posto em Marechal Cândido Randon, 254 km depois da saida. Rodamos muito bem. Em Guaira atravessamos a fronteira do Paraná com Mato Grosso do Sul, ( Rio Paraná) ponte lindíssima e a paisagem mesmo, que já a conhecíamos é de ficar admirando. Rodamos mais uns 159 km e paramos para abastecer numa cidade chamada Juti. Combustível R$ 7,29 o litro. E nós reclamando que estávamos abastecendo a R$ 6,45 o litro em média. Almoçamos num restaurante rústico beira de estrada. Comida caseira fogão de chapa. Boa e barata. Nisso podem apostar, onde tem caminhoneiro pode chegar. Cogitamos tocar direto ate Bonito, pois num primeiro momento, o GPS apontou mais 270 km e tínhamos ganho uma hora a mais, em razão do fuso horário diferente a partir da fronteira com o PR. . Chegamos ate ligar pro hotel de la, qdo o Fernando olhou novamente, a distancia real era de 370 km reais. Desistimos e voltamos ao roteiro inicial que era posar em Dourados. O calor era muito forte. Como bons parceiros de estrada, 50 km antes de chegar em Dourados vimos um hotel na beira da BR 163, na cidade de Caarapó e falamos .."vamos ficar aqui?" .. pronto, ficamos kkkk.
O hotel era legal, garagem coberta, e quarto espaçoso e limpo, porém ... passamos cerca de 1:30 h caçando pernilongos dentro do quarto. Parecia até o hotel Flor da Amazônia que ficamos lá pros lados de Manaus kkkkkk. Tinha tanto mosquito, que o Jalbas respirou um e se afogou. Nós acomodamos e fizemos um mate. Eram 7 horas da noite e a caçada continuou até pegarmos no sono ... com 2 aparelhos mat inset ligados.
Terceiro dia
Após obtermos nosso diploma de caçadores... de pernilongos, cuja caçada durou a noite toda, saímos de Caarapó às 7:45 h. Sem pressa. Tínhamos todo o tempo do mundo pra apreciar a paisagem, uma vez que tinhamos que chegar em Bonito, nosso destino final, apos às 14h devido ao check-in. A distância que teríamos que percorrer era de apenas 370 km. Sabíamos que passaríamos pelo centro de Dourados uma cidade de 230.000 hab. Mas estávamos contando com o Domingo. Geralmente o trânsito no Domingo é praticamente nulo. Passamos tranquilos, com alguma confusão dos GPS. Dica: nunca use três GPS ao mesmo tempo. Que família mais desunida...kkkkk Abastecemos, pois tínhamos mais uns 280 km pela frente. E o preço da Gasolina R$ 7,20. Ao abastecer a dona do posto veio conversar dizendo que tinha moto e que gostava de viajar. Contou algumas viagens. Partimos, pois o nosso café nos esperava a frente. A cidade de Maracaja foi a escolha para o cafezinho da manhã. Infelizmente não tinha pastel. Dica : domingo tu só vai encontrar sobras de sábado, ( Risos, uma viagem sem pastel é ruim...) Tocamos em frente relembrando a paisagem de de uma década atrás. Me lembrei da descarga elétrica numa árvore das Emmas nos campos de soja e milho. Este agro do Brasil é fantástico. Observavamos as Bandeiras Brasileira tremulando em hastes nas porteira com a foto do Presidente em agradecimento ao gestor que valoriza a agricultura. Tudo isto iamos conversando no rádio comunicador. O capacete não é mais coisa de ficar em silêncio. Os mais diversos pensamentos ocorrem. O calor estava insuportavel, sufocante. O ar quente do motor e do asfalto queimava os pés dentro das botas. A garganta secava mas precisavamos seguir em frente. O primeiro pensamento que vem é agradecer a Deus a oportunidade dada nesta vida, por conhecermos pessoas e lugares lindos. Gosto de cantar, só que o Jalbas não admira muito. Jura que não canto nem nem no chuveiro... Kkkkk. Devido ao calor escaldante decidimos acelerar e tocar direto até o destino, mesmo sem almoço. Chegamos às 12:30h em Bonito. Almoçamos num restaurante a Kg onde tinha peixe da região, o Piraputanga. Depois fomos ao hotel. Nos instalamos tiramos as roupas grudadas de suor, tomamos banho e fomos agendar passeios para a semana. Bonito tem mais de 30 lugares e passeios para se conhecer. Nos instalamos no hotel Refúgio e descansamos o dia todo. Nenhum dos dois queria sair de baixo do ar condicionado. Lá fora, o tempo parecia um forno de assar pão. E adivinhem ... tinha uns pernilongos no quarto. 😆😆😆
Acordamos cedo. Tomamos um bom café. Conversamos com uma turma do Paraná bem divertidos. Fomos até a locadora e alugamos um carro com ar condicionado, uma vez que o pó e o calor te desanimam andar de moto, e dessa forma temos a chance de fazer dois passeios por dia. Mas a idade cobra seu preço. Pulamos pra dentro do gol 1.0 pelado (mas tinha ar condicionado). Já começou que o Fernando nem sabia mais como ligar carro com chave normal. Quase nos enganaram entregando carro com o tanque vazio. Fomos perceber uns 5 km depois, após estacionar e ficar 5 minutos adivinhando onde era o marcador de combustível. Voltamos na locadora e nos levam num posto pra abastecer. Saímos felizes, porem o Fernando não sabia onde acendia os faróis do gol. O carro apagava em cada esquina e quebra molas. Ele esquecia de trocar as marchas. Lá se fomos nós felizes pela estrada, com o gol a 100 km por hora em terceira marcha, porque o Fernando jurava que tava em quinta. Eu olhava pra trás pra ver se nenhum pistão ia sair pelo escapamento. Fomos logo a um dos mais bonitos passeios. A gruta do lago azul, localizada a 11 km do hotel com parte da estrada de terra. As fotos falam por si o que é a beleza desta gruta. Tentamos ainda fazer na volta o passeio da gruta de São Miguel mas já havia fechado. Voltamos ao hotel almoçamos e fomos ao balneário municipal. Não conhecia este balneário mas me espantou a organização e a beleza do local. Água com 18 graus do rio Formoso. Você toma banho acompanhado por milhares de peixes. Dourados enormes, Piraputangas, milhares ... A característica da água como deveriam ser nossas águas dos rios. Límpidas, inodoras e insípidas. Coisas de Brasil. Por isto os estrangeiros se apaixonam pelo nosso pais. Tomamos aquele banho. Os macacos estão sempre rodeando as pessoas. Querem comidas e os pertences dos banhistas. Nunca vi um balneário municipal tão limpo e arrumado. Parabéns prefeitura. Voltamos ao hotel felizes por ver a natureza preservada e as pessoas convivendo normalmente com os animais. Estamos fazendo um concurso pra ver quem esquece mais as coisas. Chega no carro ... esqueceu a chave no quarto. Chega no restaurante .. esqueceu a máscara. Nunca sabemos onde estão os óculos, a carteira, os documentos .. mas estamos felizes. Agora é tomar os remédios e ir dormir porque amanhã tem mais. 🖖😆🙏
Quinto dia de viagem
Gruta São Mateus e Rio Sucuri e notícias novas do vovô.
Hoje decidimos por aventura aquatica. A pratica é denominada de flutuação. Fomos nos divertir no Rio Sucuri, cujas aguas sao consideradas as mais cristalinas do Brasil. Tomamos café e partimos no nosso gol turbinado. O motorista aqui "Jarbas" e o Sr. Jalbas na carona, pois não sou doido de dar a direção para um motorista que está ansioso e pouco dirige em estradas de chão, apesar de eu deixar o motor apagar em quase todos os cruzamentos e esquecer de trocar as marchas. Este passeio, no meu entender é um dos melhores passeios de Bonito. Na flutuação, pode-se observar as várias espécies e tamanho dos peixes. Essa visualização foi facilitada devido ao uso de equipamentos de snorquel, na transparência da agua e na velocidade do rio abaixo. Devido a longa estiagem o Rio Formoso e o Sucuri estão abaixo do nível normal cerca de 70 cm. Esta faltando muita chuva na região. Com isso diminui o fluxo dos peixes e tem locais muito rasos nos quais arrastamos as pernas no fundo do rio. Alugamos uma câmera subaquática e o Jalbas fez as melhores filmagem e fotos até agora. O Jalbas é um bom fotógrafo. Subimos o rio de lancha tocada por motor elétrico, devido aos cuidados que os agentes tem para não poluir. É algo espetacular a visão destas águas. Dá vontade de beber e tocar nos peixes. A composição da água contém muito cálcio e magnésio e pode dar um piripiri se ingerida, como disse o nosso guia. Apesar das recomendações de evitar ingerir a água, quase sequei o rio, de tanto me afogar e engolir água. Por sorte nao tive desconforto estomacal. O passeio dura uma hora e meia. Mas chega para encher os olhos de coisas lindas. Eu cansei muito. Virei várias vezes de costas para boiar melhor, pois dói o pescoço e tomei litros de água. Kkkkkkk. O fotógrafo Jalbas não, pois esta acostumado a mergulhar. Terminamos a atividade após 1.600 metros flutuando rio abaixo. Almoçamos e descobri que a câmera do meu celular estava queimando o filme. Kkkk Não era a câmera mas sim o cartão de memoria pifado. Voltamos a cidade pois tinhamos outro passeio para fazermos. Visitar a gruta São Mateus. , museu e animais empalhados. Bonito passeio. O Guia uma pessoa preparada, paciente e sábio. Nos propiciou uma soma de conhecimentos. Além da gruta ser algo de cinema. Cem metros de um lado a outro atravessando a montanha. O guia desligou a luz e a escuridão total se fez. Muitos morcegos vivem nesta gruta que é tipicamente uma caverna. A formação rochosa é exuberante. Raízes que entram solo a dentro e saem dentro da caverna. A caverna fica numa colina coberta de vegetação nativa preservada. No interior da caverna, existem muitas estalactites que são formações que partem do alto, enquanto estalagnites são formações que partem de baixo. Ambas são espeleotemas, ou seja, são originadas do gotejamento de água das fendas das paredes das cavernas de rocha calcária. É feito o transporte de parte do calcário. Bom, deu pra ver que o aprendizado foi muito bom. Só ainda não aprendi a dirigir o golzinho com câmbio manual. Voltamos para o hotel contentes. O dia foi magnífico. No hotel saímos para jantar cedo e comer sorvete. Recebi a noite uma ótima notícia. A minha filha Aline vai ser mãe novamente e eu avô. 🙏🙏🙏
Sexto dia de viagem
O dia começou meio estranho. Não conseguimos fechar o passeio para hoje de manhã, uma vez que dormimos mais que a cama. Não tinha mais vagas para a aventura no Rio do Peixe. Então após o café resolvemos dar uma checada nas motos. Me deparei com o pneu furado. Todo arrebentado aparecendo os arames. Pneu praticamente novo. Pensei e agradeci a Deus pela proteção, pois poderia ter causado um acidente. Procuramos pneu na cidade e não encontramos. Na cidade vizinha de Jardim também não. A solução foi mandar vir de Dourados, distante 250 km daqui. Mas sabendo que tudo tem um propósito, a vida fica mais fácil. Lembrei que alguém me disse "nada acontece por acaso". O pneu foi despachado pela concessionária da Yamaha de Dourados e deve chegar amanhã . O Jalbas também trabalhou a manhã inteira com o celular atendendo as empresas. Tudo aconteceu como estava previsto nos anais de nossa existência. A tarde fomos fazer a trilha boiadeira, que é um passeio de quadriciclo pelas fazendas. Nunca tinhamos pilotado este veículo de quadro rodas. Tudo bem diferente. Cambio automático, freio só dianteiro, um torque bárbaro e 4x4. Acelerador acionado por um comando diferente. Antes de pegar a trilha, fomos submetidos a um teste. Apos veio um treinamento por um trecho de 1000 metros. Apos aprovação, recebemos os equipamentos de segurança (capacete, botas e nossa roupa de trilha) e seguimos para a verdadeira trilha. Uma pista difícil para iniciantes. Barro, pedra do tamanho das Rodas, estradas cheias de curvas e árvores e muita lama. Bom pra quem gosta de aventura, e nós adoramos. No início você tem as manias da moto, mas logo passa e a gente pega o jeito. A vantagem é que não tem como capotar. O dia foi muito bom. A noite fomos jantar no restaurante casa de João, típico de Bonito. Bom agora descansar porque os véios dormem cedo.
Sétimo dia de viagem
Hoje enfrentamos a nostalgia do ultimo dia do nosso passeio à Bonito/MS. Levantamos as 5:50h, devido ao passeio que iríamos fazer. Saímos do hotel às 7h o GPS não encontrava o tal do rio do peixe. O recepcionista do hotel também nao tinha ideia de onde era. Felizmente um carro que ia levar uma família ao mesmo passeio, disse para segui-lo. Lá fomos nós correndo atrás do carro. Quando entramos na estrada de chão, poeira era apelido...era uma nuvem de tempestade de pó. Nao se enxergava nada para trás ...kkkk ainda bem que o seguimos, pois o GPS ia nos colocar no Mato sem cachorro. Chegando lá, já tivemos que nós abaixar, pois o bando de araras vermelhas, azuis e amarelas passavam dando rasantes. Colocamos as roupas para a trilha das Cascatas, que teria duração em torno de 4 horas. O passeio é muito legal. Imperdivel. Macacos, Cascatas e aventuras nos esperavam. Tomamos uns 20 banhos em lugares diferentes. Peixes, Jacaré, e muita caminhada. A água em alguns lugares, parecia uma esmeralda lapidada, de tão verde que era. Teve lugares onde a tirolesa propiciava uma bela aventura. Outro trampolim, pulos de trapiches de uma altura que atingia uns 5 metros. Na volta os macacos na mata fizeram a festa. Baixou um bando das árvores e atacou as mochilas do pessoal, levando comidas, bolachas e qualquer coisa comestível. Foi diferente. Almoçamos na sede da fazenda. Comida especial, caseira e muito diversificada. Voltamos às 14h direto ao hotel, pois tínhamos que entregar o carro locado, e trocar o pneu da moto. Tudo deu certo, pegamos o pneu na transportadora às 16h. Fomos na oficina e eles trocaram. Tudo arrumado. Voltamos ao hotel e começamos a arrumar as mochilas para a volta. O tempo fechou hoje, e ate choveu. O Hotel refugio é muito aconchegante e seus funcionários fantasticos. Sairemos as 6 h da manhã, rumo ao sul.
Enfim, é o momento de voltar. Acabou a folga kkk. Já pela previsão do tempo do dia anterior, nos preparamos pra enfrentar chuva forte na estrada de volta. Tomamos café cedo, carregamos as motos, voltamos no quarto umas 10 vezes, para buscar as coisas esquecidas, celular, carteira, chinelo, etc... toda hora faltava uma coisa. A idade nunca vem sozinha. Partimos Rumo a Mundo Novo, cidade localizada na divisa do estado do MS com PR, 520 km. Já com o céu carregado de nuvens pretas. Pneu novo, faceiro, pois sair de um possível acidente e ainda encontrar pneu que sirva na Tiger deve ter sido ajuda do Arquiteto do Universo. Pegamos a rodovia olhando pro céu, e ao passar pelo Posto da PRF fomos parados para fiscalização. Esta rota é visada pelos contrabandos via Ponta Porã divisa com Pedro Juan Cabalero. Documentos em dia , Motos em dia, e a pergunta: o Srs. aceitam usar o Bafometro? Quem não deve não teme. Primeira vez a usar este aparelho e a medição zerou. Também né? Teria que ser muito pinguço para ter bebido no café da manhã. Muito bom. Depois da fiscalização batemos um bom papo com os policiais da PRF. "Senhores precisando use 191". Um deles era de Santana da Boa Vista-RS. Parabéns PRF!!! Seguimos a viagem. E a chuva chegou. Presente aos agricultores e a todos que nesta regiao estão com falta de água. Primeira parada para abastecimento em Cruzaltina. Acreditem, na lancheria nao tinha pastel. Uma tristeza momentânea se abateu sobre nós ...kkkk. O GPS veio o tempo todo mandando fazer volta e a gente chingando ele. Depois que chegamos no hotel, percebi que eu tinha regulado ele pra evitar pedagios... Kkkk ....coisas da velhice. Mas como os arquivos da nossa memória é melhor que o GPS sabíamos para onde ir e até o hotel que iríamos parar. Paramos num posto em Navirai para o almoço. A chuva continuava forte, sem trégua. Estávamos todos molhados. Chegamos no hotel Imperial em Mundo Novo enxarcados. Dentro das botas do Jalbas já tinha até uns lambari. Estendemos os varais para secarmos as roupas. Faltou corda e espaço. Agora jantar e amanhã cedo continuarmos a nossa volta para casa, com chuva forte, segundo a meteorologia.
Nono Dia de viagem
Após uma noite tranquila, em que dormimos no meio de um varal de secar roupas, saímos de Mundo Novo as 7h. Hotel Imperial muito bom. Café ótimo. Atendimento simpatico.Nota dez. Saímos com o tanque de combustível quase zerado. Nos foi informado pelo recepcionista do hotel, que o próximo posto ficava a 23 km de distância, ja no Paraná, na cidade de Guaira. Apos confirmamos pelo gps, saímos dosando o punho. Passamos a divisa do Mato Grosso com o Paraná. Gasolina mais barata, R$ 6,98 o litro. Em Mundo Novo-MS, R$ 7,39. Ouvimos falar em greve dos camioneiros devido ao aumento dos combustíveis. Vamos aguardar. Chegamos com os tanques vazios no posto. Na verdade não gosto de andar assim. Você fica todo tempo olhando para o marcador de nível, e pode perder a concentração e se distrair na direção. Isso é perigoso. Mas foi um descuido provocado tbem por poucos postos na estrada. Abastecemos em Guaira e seguimos rumo a Iraí. Tinhamos ainda 510 km pela frente. De capas preparados para a chuva mas ela não veio veio pesada. Apenas chuviscos no inicio da viagem. Mas os campos e as estradas bastantes molhados. Foi ótima a chuva na região. Perto de lindoeste
pegamos uma cratera no asfalto. O baque foi tão forte que achei que tinha quebrado a roda. Até o Jalbas, que vinha atras, escutou o estouro. Paramos para verificar a roda e o pneu, mas felizmente nada aconteceu com nenhum deles. Em Santa Teresa estão duplicando o asfalto. Tem um trecho de uns 80 km, péssimo e de perigo muito alto. O asfalto esta horrivel. A nossa frente, uma saveiro quadrada fez uma ultrapassagem, e nos a seguimos, pois a pista contraria estava vazia. Foi aí que o cara da saveiro mostrou todo seu despreparo para o trânsito. Confiamos que ele faria a ultrapassagem e iria embora, mas não foi isso que o motorista barbeiro fez. Freou na frente do caminhão e tentou entrar numa rua lateral a esquerda, freiando na frente do todos, logo apos a ultrapassagem. Imaginem a situação. Freiei...o Jalbas estava ultrapassando também e teve que frear pra não bater no meio da caminhonete.... a carreta atrás de nós freiou tudo que deu e olhei no espelho aquele monstro crescendo pra cima de mim. Observei uma brecha a direita e joguei a moto para lá. O burro do motorista da pick-up vendo sua cagada jogou também para o lado direito. Foi aquele Deus nos acuda . Fui parar numa rua lateral. O Jalbas abriu lá pro outro lado da pista contrária e continuou reto. O caminhoneiro abriu a buzina xingando o motora, e eu também... todos chingaram juntos kkkk. Depois que o susto passa tudo vira história. Abastecemos no posto Titon perto de Realeza, e foi ali o Pastel da manhã. Partimos, pois queríamos passar em Romêlandia cidade onde o Jalbas morou quando garoto. A estrada estava toda restaurada, porem a velocidade era bastante reduzida devido as infindáveis curvas entre sobe e desce montanhas. Almoçamos numa cidade chamada Palma sola. Visitamos Romelandia, que segundo o Jalbas nao mudou quase nada em 50 anos, e seguimos até Irai. Chegamos no hotel termas de irai as 16h. Como o dono tornou-se nosso amigo e queríamos tomar banho nas águas termais, apenas largamos as motos, trocamos as roupas a jato e saímos correndo, pois o balneário fechava as 17:15h. Aquele banho saudável com melhor água mineral do Brasil e segunda melhor do mundo. Voltamos ao hotel e degustamos uma cerveja gelada. Jantamos aqui no hotel mesmo, uma vez que a comida aqui no hotel é espetacular, com direito a peixe e sopa. .Bom agora ir descansar e amanhã rumo a casa.
Décimos de viagem
"Agradeço a Deus por ter nos conduzido sob proteção durante todo trajeto. Agradeço também por ter realizado mais esse passeio junto com um irmão de coração, meu irmão Fernando. Sem palavras. Um poço de paciência comigo (2 segundos) kkkkk. Estou junto todas as vezes que me for possível parceiro. Agradeço ao apoio da minha família e, que venha muita estrada durante meu tempo aqui... Jalbas "

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